terça-feira, 16 de agosto de 2011

Primavera em Agosto nº 4

I- Final dos contos coletivos PRIMAVERA EM SAMPA 2010





Queridos leitores!

Aí vão os últimos trechos dos contos coletivos  Primavera em Sampa, escritos na lista regional da AEILIJ, durante o ano de 2010. Participaram os escritores: Regina Sormani, Eliana Martins,Simone Pedersen e Marciano Vasques

Um forte abraço,

Regina Sormani


                                                     Marciano      Simone              Regina                 Eliana



A menina, exausta e faminta, parou ao lado de uma barraquinha de frutas. O dono da barraca estava cortando fatias de abacaxi que oferecia aos gritos aos fregueses. Observando a menina estática, os olhos devorando as fatias da fruta ali expostas, começou a berrar:
— Passa fora, magrela! Eu já te conheço. É só a gente descuidar e ela pega qualquer coisa e foge. É uma malandrinha...
Um rapaz moreno, baixinho e forte, que passava carregando uma cesta de flores, na qual transbordavam palmas e copos de leite, vendo a cena, resolveu se intrometer falando bem alto:
— O que é isso tio? Ela só está com fome. Precisa comer alguma coisa, senão vai cair de fraqueza.
— É mesmo?— respondeu o homem, enfezado—Não sou pai dela. Que se vire!
Dê você a comida pra ela.
O rapaz colocou a cesta de flores no chão. Nela havia um logotipo: DISTRIBUIDORA DE FLORES PRIMAVERA. Em seguida, pegou algumas moedas no bolso traseiro da surrada calça jeans e perguntou ao dono da barraca:
— Quanto é o pedaço?
— Um real.
— Quero dois. Um pra mim e outro pra ela.
A garota, olhos arregalados, foi se aproximando, mal acreditando naquilo e com um salto, apanhou a fatia de abacaxi das mãos sujas do vendedor de frutas. Mordeu, sugando o caldo melado e, num instante, já havia devorado a fatia toda. Ainda faminta, espiou a fatia que estava na mão do rapaz moreno. Ele sorriu e ofereceu a fatia de abacaxi à menina, perguntando:
— Qual é seu nome, menina?
— É Jú. Julieta, o nome da minha avó que morreu. Ela também vendia flores, como você.
A fatia de abacaxi tremeu e quase despencou da mão do rapaz. Depressa, a menina agarrou a fruta, com medo que ele se arrependesse da oferta.
— E o seu?— ela perguntou— o caldo escorrendo pelos cantos da boca.
O rapaz olhou a garota, desta vez mais atentamente, analisando cada detalhe do rostinho sujo. Sua expressão era de espanto. Depois de alguns segundos, falou, meio que sufocado, a voz saindo aos solavancos:
— Ju, vamos sair daqui deste lugar. Tem muita gente. Olha, vou apanhar a cesta com as flores e a gente vai sentar no banco de uma pracinha que fica logo ali. Vamos conversar um pouco, tá bem?
— Mas, você não me disse seu nome...
Pegando a garota pela mão, de um jeito decidido, ele respondeu:
— Você já vai saber! .
Na verdade, a história da menina Julieta já estava ligada à história do rapaz moreno e forte e havia começado há alguns anos atrás... (Regina Sormani)
Era setembro. A primavera chegava esbanjando colorido, na cidade de São Paulo.
Enganado estava aquele que achava a cidade cinzenta.
Dona Julieta veio cedo para a praça. Queria ser a primeira a oferecer flores aos que transitassem por lá. Há muitos anos, vendia naquele lugar; mas era primavera e o ânimo das pessoas parecia aumentar. Chegava todas as manhãs, carregada de maços de flores e com a cesta pendurada ao ombro. Tinha seu lugar marcado. Quer pela idade, ou pela simpatia, os outros ambulantes respeitavam.
— Tudo bem, dona Juli. Cadê o Tonico?
— Tonico não veio, hoje. Tem prova, na escola — ela respondeu, toda orgulhosa do filho.
Julieta esperara a maternidade, por muito tempo. Já estava desistindo, e aí, engravidou do menino. Quando ele nasceu, foi uma festa, no quintal cheio de casinholas, onde morava. De tanta gratidão a Deus, deu-lhe o nome de Antonio Bento dos Anjos.
Tonico, como se tornou conhecido, estava agora com 16 anos. Nem feio, nem bonito, era forte e esperto. Mas, para desgosto da mãe, que o queria um doutor, não gostava de estudar. De vez em quando, cabulava aula e ia para a praça se juntar a ela.
Mas dona Juli insistia. O futuro do filho ia ser diferente do seu. Ele não gostava da escola, mas ia se acostumar. Era jovem. Quando virasse adulto, tomava gosto.
Foi numa dessas aparições de surpresa, na praça, que Tonico cruzou com Vera.
Estudante, ela costumava tomar o ônibus, bem em frente ao lugar onde dona Juli vendia flores. Nunca haviam se encontrado, pois quando Tonico aparecia por lá, eram sempre dez ou onze da manhã. Mas, naquele dia havia decidido não ir à aula.
— Não dou pra isso, não, mãe — ele havia dito. — Não entra nada na minha cabeça.
— Olhe meu filho, gente sem estudo não chega a lugar nenhum. Se eu tivesse
estudado, não tava vendendo flor na praça. Podia dar uma vida melhor pra você — tinha dito a mãe. Mas como mãe é mãe, deixou Tonico faltar, levando-o com ela. Vera ficou olhando para Tonico, da janela do ônibus, até ele virar a esquina. Por que o rapaz teria chamado sua atenção? Ele também se perguntou o mesmo. Tinha tanta garota na sua escola, na sua rua! Até no quintal, onde morava, tinha umas bonitinhas. Mas aquela...
Se já não gostava da escola, agora Tonico tinha um motivo maior para não ir. Queria, precisava rever a garota do ponto do ônibus. Dias depois, o encontro aconteceu.
Dona Juli, ali do ponto onde vendia flores viu aquela paixão aumentar, dia-a-dia. Uma paixão fulminante. Em princípio, ficou preocupada, depois achou que talvez a garota pudesse ajudar Tonico a ser melhor estudante. Mas, foi o contrário que aconteceu. Vera passou a faltar às aulas para se encontrar com o rapaz. E o que dona Juli mais temia, aconteceu: Vera engravidou. Meses depois, ao dar à luz a uma menina, a história de amor de Tonico e Vera terminou. Ela faleceu, logo após o parto. Alucinado, Tonico saiu de casa, sem dar notícias, e não voltou mais. Dona Juli começava outra parte de sua vida; a de criar a neta.
Mais de dez anos se passaram e agora, ali estavam os dois, pai e filha, num banco de praça, frente a frente. (Eliana Martins)
Ele não estava preparado para esse encontro, mas, sentiu um aperto no coração, algo diferente de tudo que havia experimentado. Aquela menina, uma criança ainda, parecia um esboço da mãe, as mesmas sobrancelhas grossas, olhos verdes e nariz arrebitado. Talvez ele pudesse recomeçar, assumir o papel de pai, agora, que já não era tão inconsequente. Quando contou à menina quem realmente era, entre suspiros e longas pausas, não imaginava a reação que veio como um ciclone que surge do nada.
Completamente irada, ela gritava enquanto o atacava com chutes e tapas.
Palavras entravam em sua alma sem pedir licença, acusando-o de egoísta, assassino, de vagabundo, até. Onde estava ele quando ela precisou, quando ficou doente, quando havia reuniões na creche ou quando o dinheiro não dava nem para um pedaço de pão com manteiga? Se divertindo, curtindo a vida de solteiro... e ela limpando a casa para a avó trabalhar enquanto tinha saúde . E ela, uma menina, fazia mercado, trabalhava de babá para as vizinhas. Agora, que a avó estava morta, ele não podia querer simplesmente mudar a vida dela, que estava definida. e Julieta não tinha a menor intenção de cuidar de um pai também.
Ela correu feito louca, esbarrando em pedestres e permitindo que as lágrimas molhassem sua boca, enquanto ele ficou parado, com as mãos cobrindo os olhos secos de tanta dor. (Simone Pedersen)
Julieta vagou sem rumo pela cidade, o ocaso já estendia seu manto sereno. As primeiras luzes acenavam num acanhado lilás, ela desceu a Ladeira da Memória, caminhou pela calçada da Nove de Julho, parou na Praça 14 Bis, subiu a Barata Ribeiro, entrou na Adma Jafet, retornou, pegou a Penaforte Mendes, a Herculano de Freitas...
Estava na Bela Vista.
Ninguém repara na solidão de uma menina que passa ao léu. Cansada, nem se deu conta de que estava numa estação do Metrô. Seu coração inchado, seus olhos desabotoados nas lágrimas, escorrendo nos mistérios das coisas que passam. O que faria? Sim, voltaria para a Avenida Tiquatira, lá é o seu lugar. Não, não existe um lugar. Decide que caminhará na Avenida Paulista. Sorri um sorriso manso diante de uma vitrine. Uma canção flutua. Luiz Melodia: "Lava Roupa todo dia, que agonia...".
Aquela imagem não sai da sua mente, dos seus olhos, do seu tórax. Ele parado diante dela, diante da nervura, da explosão, do ciclone. O pai com as mãos cobrindo os olhos, os olhos secos de tanta dor, onde estaria o oceano de lágrimas? Quem é ela para julgar o tamanho da dor? Ergueu os olhos para o alto, o azul ainda permanecia feito um fiapo de nódoas, mesclado ao tímido lilás, os prédios, alguém falando ao celular, a vida passando com toda a sua generosidade, toda a sua grandeza, numa explosão sincera, ela, a vida, vida, vida...
Sim, uma menina é imensa, e o seu coração transformado num espantalho repleto de luzes que despencam, tomou uma decisão. Voltaria para lá, onde ele ficou. O coração saltitando. Não importa o tempo que gastaria. Ela estaria lá, e de frente para ele, naquela praça. "DISTRIBUIDORA DE FLORES PRIMAVERA". Lembrou de ter lido isso. Como vultos pincelados numa aquarela triste, as lembranças vieram. E ela só tinha uma vontade, e por isso seus passos eram cada vez mais rápidos.
Sampa é assim, misteriosa. Você está na Avenida Paulista e quando se dá conta está na Barão de Itapetininga, e lá estava ela, no velho calçadão Sorriu um sorriso frágil, amedrontou-se pelo tempo implacável. Já anoitecera. Num instante estava na praça. E agora? Sozinha, um espinho espetando seu coração. Então, ele surgiu. Dizendo algo assim:
— Quer?
Ora, um churro, ele chegou com um churro.
— Quero! - responde a pequena, e logo estava com a mão trêmula levando o doce à boca.
A vida pode ser doce como os churros.
Eles se olharam.
Ela balbuciou alguma coisa.
— O que disse? Não ouvi direito.
— Pai...
Os dois se abraçam profundamente. O perdão é imensurável.
Na Líbero Badaró, na Xavier de Toledo, na Avenida Ipiranga, alguma coisa acontece. A noite desce seu manto feito poesia de Rimbaud.
E naquela praça, a primavera explode nas cores que os olhos apressados não conseguem ver. (Marciano Vasques)                       (Reg. BN)



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II- Série Cidades - Vinhedo- SP

Vinhedo: um pedaço da Itália


Simone Pedersen ( escritora associada da AEILIJ regional SP)


Nessas frias manhãs outonais, tenho me recordado muito de Vila Opicina. A semelhança com esse povoado italiano vai além das parreiras nuas e altivas dessa época do ano, que avisto nas plantações vinhedenses logo que o dia acorda. Pessoas vestidas com casacos, luvas e cachecóis marcham rapidamente com suas botas invernais, entrando nos empórios que cheiram a café quente. Carros apressados como formigas atarefadas, que depois do horário do rush matutino, desaparecem das ruas e permitem que a atmosfera de cidade tranquila retorne a esse agradável cantinho do mundo, onde ainda vivemos dias de passado.

Eu escolhi essa cidade pela sua semelhança com a linda paisagem onde vivi minha história durante dois anos.  Un piccolo paese, onde o outono é verde e frio como o daqui, salpicado de manacás e outras raras flores que insistem em colorir nossos dias sem calor, destacando-se a leve camada de gelo que a noite cobre sobre a natureza e as coisas, como se fosse um fino lençol de seda, para depois chegar o sol que aquece nossas tardes e esquenta nossas almas.

Opicina fica no alto de uma montanha. Daí começam as dessemelhanças com nosso interior paulista. A descida para a portuária Trieste, com suas cinzas do Império Romano, é feita de carro ou trem, beirando precipícios e com vista para o esplendoroso Castelo de Miramare e suas espécies botânicas colhidas ao redor do mundo pelo austríaco Almirante Maximiliano, que o mandou construir em 1856, e até hoje rasga a paisagem marítima com sua imponência. Trieste sofre o colapso do trânsito, e os sintomas são os famosos estacionamentos em fila dupla, em frente a prédios que não foram projetados para usuários de automóveis. A esses edifícios – sempre de poucos andares – foi adicionado um elevador com o passar dos anos (um modelo de mínimas dimensões, para caber no que antigamente era um suntuoso e espaçoso hall).

Lembro-me do Vento de Bora, misterioso e frio, atravessando o Mar Adriático, invadindo o golfo na época de neve e gelo. Andar nessas épocas é um exercício de resistência. Por vezes, faz-se necessário colocar cordas amarradas nas fachadas para que as pessoas consigam vencer a força do oponente invisível.

Trieste vive a mistura dos povos esloveno, croata e italiano, assim como nós vivemos com tantos povos. Ainda hoje, degustamos a miscigenação com italianos, não somente nas taças de vinho, mas em nossa cultura bordada por esse povo que atravessou mares, superou guerras e veio semear nosso solo com a cor da uva e nossos corações com exemplos cor de ouro. 


 Hopi Hari

Represa


Portal da cidade

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III-  Trovas e Trovadores


Olá, pessoal!
No Almanaque 3, os trovadores celebraram a AMIZADE. O tema de hoje é:

LITERATURA


No céu da Literatura,
uma estrela – a poesia!
Põe-me luz, à noite escura,
e me aquece a alma fria.
(Nilza Azzi)


Ao encontrar no caminho,
Gente numa vida dura,
Eu não estava sozinho,
Gerando literatura.

(Marciano Vasques)


Nem só de belas palavras
vive a literatura.
Depende de quem a lavra
e de quem faz a leitura.
(Angela Leite de Souza)




Na FELIT encontramos:
o acesso à LITERATURA,
autores a quem amamos
e deliciosa leitura.
( Regina Sormani)





(As fotos e informações sobre os trovadores acima estão no Almanaque nº3)
Um novo trovador juntou-se ao grupo.



Marco Haurélio é editor, poeta (cordelista)  e pesquisador  da cultura popular brasileira. Nasceu em Riacho de Santana, no sertão baiano, e tem vários livros publicados. O mais recente é Contos e fábulas do Brasil (Nova Alexandria).


Percorri muitas estradas
De drama, humor e aventura
Pelas páginas douradas
Da nossa literatura.
(Marco Haurélio)

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IV - QUADRINHOS

Pecezinho- O pequeno corrupto
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V-Boa Música

Sara Brightman e Andrea Bocelli


video

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VI- Seção Retrô - Foto



Foto da escritora Simone Pedersen aos 7 anos.  Que gatinha!!

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VII - O PAVILHÃO VERA CRUZ E A FELIT


  • A Companhia Cinematográfica Vera Cruz, fundada em 1949, foi a mais importante tentativa de se estabelecer no Brasil uma produção de cinema em bases industriais. A recuperação dos estúdios da Vera Cruz é, ao lado do Programa de Integração Cinema e TV, um dos eixos básicos da política do Governo do Estado de São Paulo para a área cinematográfica. Desenvolvido pela Secretaria de Estado da Cultura, a Fundação Padre Anchieta - TV Cultura - e a Prefeitura de São Bernardo do Campo, o Projeto Nova Vera Cruz pretende, em primeiro lugar, recuperar a memória da Companhia por meio da aquisição e recuperação do acervo fílmico e iconográfico, da realização de estudos e pesquisas, da edição de livros e CD-ROMs e da produção de documentários. O segundo objetivo estratégico do projeto é revitalizar os estúdios e, dessa forma, recuperar a essência de sua proposta original: fazer cinema em escala industrial.
  • Mesmo depois da desativação dos estúdios, a marca Vera Cruz permanece viva. Filmes como O Cangaceiro, Sinhá Moça, Floradas na Serra, Tico-Tico no Fubá, Apassionata e tantos outros tornaram-se referências básicas da história do cinema brasileiro. As produções da Vera Cruz tiveram grande êxito de público e crítica e muitas delas receberam prêmios internacionais. A Companhia propiciou ainda um grande avanço técnico e contribuiu decisivamente para a modernização de nosso cinema nos campos da fotografia, da sonorização, da cenografia, da montagem, das técnicas de laboratório e do acabamento em geral.
  • o que se refere à preservação da memória do cinema nacional, o projeto pretende promover a aquisição do acervo de filmes da Companhia Vera Cruz, uma coleção de caráter absolutamente único no cenário cinematográfico brasileiro. Também será reunido todo o material iconográfico - fotos, cartazes, roteiros, documentos - referentes à história da Vera Cruz e de seus protagonistas.
  • De olhos voltados para o futuro, o Projeto Nova Vera Cruz visa dotar a atividade cinematográfica de infra-estrutura tecnológica contemporânea por meio de parcerias entre a TV Cultura e a iniciativa privada. O Programa de Integração Cinema e TV, atualmente com uma carteira de 35 filmes em diferentes estágios de produção, é uma garantia de utilização contínua dos estúdios. A Nova Vera Cruz, portanto, nascerá com evidentes perspectivas de autonomia, uma vez que a produção em escala exigirá dos estúdios, equipamentos, atualização e formação de mão-de-obra. ( texto extraído do livro "O cinema em São Paulo," da Secretaria de estado da cultura do governo de SP e da Fundação Padre Anchieta)

                                                                              A 1ª FELIT

    Entre os dias 01 a 14 de agosto de 2011, a prefeitura de São Bernardo do Campo realizou, no Pavilhão Vera Cruz, a 1ª feira literária, a Felit, idealizada pela Secretaria  da Educação, em parceria com a FNLIJ.
    Lá estivemos dia 13 de agosto, sábado e conversamos com o pessoal que trabalhou nos stands. Todos elogiaram o espaço ocupado pela Felit no Pavilhão Vera Cruz e manifestaram o desejo de que no futuro, mais leitores possam participar dessa verdadeira festa da literatura.

Stand AEILIJ na Felit



Jornalista João Luiz Marques, Regina Sormani, Marciano Vasques e pequena leitora


Escritor Marciano Vasques conversando com convidados




 


Escritora Regina Sormani no stand Paulinas


Regina e o jornalista João Luiz


Conversa com a Neusa Peres assessora da Noovha América


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VIII-   QUE FAZER NO DOMINGO?


Muita gente se pergunta: - é domingo, e agora?
A melhor opção é sempre sair da rotina. Muitas vezes, o que faz bem à alma, não é dormir a tarde inteira ou se empanturrar de comida. Minha sugestão é tentar fazer diferente. O auditório Ibirapuera oferece, todos os domingos uma programação variada e interessante. Dia 21, às19 hs, acontece no auditório Ibirapuera o" Paraíba puxa o fole"com Oswaldinho do acordeon. E pela manhã, acontece a 9ª corrida Troféu Duque de Caxias em vias próximas ao Parque do Ibirapuera.
BOM PASSEIO!!

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IX - VITRINE VIRTUAL






SOBRE ALGAZARRA DAS LETRAS


As letras, as rimas e os sons das palavras brincam o tempo todo de enganar os sentidos de quem ouve ou lê. Por quê? Ora, se uma letra foge da feira, a sexta-feira vira sexta-feia. E se as vogais resolvem trocar de lugar, então, que confusão: é maluco, é maloca, é meleca, é moqueca, nossa, que mico! Isso tudo acontece no livro ALGAZARRA DAS LETRAS, que eu tive o prazer de estar no lançamento, dia 13 de agosto, na FELIT, em São Bernardo.
Algazarra das Letras segue no leque aberto por Marciano Vasques, com o livro Letras Sapecas (Paulinas), curiosamente lançado também num mês de agosto, no ano passado, na Bienal do Livro. As letras brincam, saltitam, mudam de sílabas e armam uma confusão imensa, uma verdadeira algazarra.
A beleza do livro me cativou pela capa, na generosidade das cores, e na algazarra que o ilustrador espalhou por ali.
Com Marciano Vasques circulei pela FELIT e encontramos bons amigos. Mas desse livro eu gostei muito. Pude reparar ao ler o primeiro poema, que ele incentiva a criançada a brincar com o prazer da leitura e ao mesmo tempo criar as suas próprias algazarras, afinal, as letras estão aí, saltitantes, cada qual mais serelepe, sapecando o tempo todo. Composto por doze poemas, o livro vai logo avisando: Tem letra no balaio, e também na palma da minha mão. Agora, vá tentar uma ceia após ler esse livro, nem tente! Simplesmente porque está TRUDO TOCADO.
Com ilustração de João Pinheiro, e um esmerado projeto gráfico, ALGAZARRA DAS LETRAS veio para ficar. E eu adorei. O lançamento é da Editora Best Book.


Boa leitura e divirtam-se!

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