segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Outubro, mês dos mestres e das crianças - nº6




Caros leitores,

Em outubro, ainda é Primavera. Aliás, em nosso Almanaque, sempre é Primavera. Estou abrindo as matérias com as lindas e perfumadas flores do manacá. Neste  número, vamos falar de criança, ouvir a palavra dos mestres, apreciar novas trovas, ver uma tira inédita do Pecezinho, conhecer uma bela escritora e seus  livros e outros assuntos interessantes.

Boa  leitura! E um abraço bem apertado.
Regina Sormani
I
A voz das crianças




SIMONE PEDERSEN


Imagine a cena. Você está sentado num restaurante aconchegante, degustando um delicioso vinho e aguardando sua refeição, quando ouve um estalo. Bem à sua frente, na outra mesa, um pai bate na mão do filho de uns cinco anos de idade; alterado, ele pergunta ao menino se não vai “se comportar direito”. O menino parece confuso como você, que também não entende o que exatamente a criança fizera. Não ouviu o menino falar, não o viu correndo pelo restaurante, tampouco o viu se mexer na cadeira. A conclusão que chega é que o “não se comportar” se refere ao simples fato de o menino não querer comer a refeição.
O pai prossegue com mais um estalo de mão pesada agredindo a frágil mão da criança. O menino vira o rosto, você vê os seus olhos vermelhos e percebe seu esforço para não chorar. Sem reação, como uma presa que aguarda ser atacada por um animal maior, ele se conforma, como se fosse natural ser agredido por um adulto cinco vezes maior que ele. O pai, ainda mais irritado pelo silêncio do filho amedrontado, arranca o garfo e a faca dele e grita que, se ele “não se comportar”, não ganhará o presente de aniversário.
O seu vinho não tem mais gosto. Você não tem mais fome. Perplexo, tenta entender a relação entre comer a refeição e ganhar presente de aniversário e, mais perplexo ainda, a relação entre uma criança indefesa e um pai agressor. Nenhuma criança deveria crescer acreditando que ser agredida e desrespeitada é natural.
Os garçons, parados num canto do restaurante, observam a cena. Imagine quantas cenas como esta eles já presenciaram. Talvez você pense em interferir naquela situação, interpelar o pai, e na possível reação dele. O que fazer?... Ele poderia ser agressivo com você ou, então, concordaria naquele primeiro momento, se sentindo observado. Mas, quando entrassem no carro ou chegassem a casa, possivelmente ele descarregaria o ódio no menino mais intensamente. Até que ponto seria racional provocar um animal descontrolado, já que de humano ali seguramente não havia mais nada? Qual a intensidade dos castigos físicos quando não estivessem em um lugar público?
Imagine ainda que, na mesa do pai que agredia o filho, havia uma terceira pessoa: uma mulher, que não era a mãe do menino. Você sabe disso porque a ouve perguntar ao menino se ele queria alguma ajuda da “tia” para cortar a carne. Você não ouve a resposta do menino, aliás, não ouve a voz daquela criança em nenhum momento. A mulher não faz nada, absolutamente nada para ajudar a criança ou acalmar o pai. Deve estar acostumada com aquele tipo de “correção comportamental”.
Mais uma criança muda, você pensa tristemente. Mais uma infância roubada. Deveria chamar a polícia? Tapa na mão é crime? Destruir os sonhos de uma criança é crime? E aquela mulher que nada fazia para impedir a agressão, seria ela mãe de outra criança? Será que só as mães têm sentimentos de compaixão? Mas quantas mães também não agridem seus próprios filhos? Quantos pais e familiares são coniventes com a violência infantil? Que sociedade é essa em que vivemos cuja célula-núcleo, a família, não é unida no amor, e sim no medo? Onde uma criança é educada sob tortura física e emocional...
Crianças são pequenos seres independentes e livres, não são propriedades dos pais, não são escravos do nosso deleite. Crianças não têm obrigação de realizar os nossos sonhos. Crianças não são objetos que ostentamos como símbolos de sucesso e status. Em quem o menino indefeso confiará no futuro se o próprio pai o agride? Como terá confiança em si próprio se não é merecedor nem do respeito do pai? Como poderá amar se nunca recebeu amor? Como poderá perdoar se nunca conheceu o perdão? Como poderá cantar feliz se não pode sequer falar? Como poderá enxergar o colorido do mundo com os olhos cansados de tanto chorar?
Quando você vir uma criança com os olhos inchados e o rosto molhado, imagine a mãozinha vermelha e como o coraçãozinho está chorando. Imagine sua alma pedindo socorro sem poder falar. Pense por quanto tempo ela ainda terá que chorar escondida... Então, empreste sua voz. Denuncie. Para que ela aprenda a cantar!

Criado para receber denúncias de exploração sexual contra crianças e adolescentes, o disque-denúncia recebe também denúncias de outros tipos de violência e até de crianças desaparecidas. As denúncias são encaminhadas aos órgãos competentes em até 24 horas. O serviço funciona das 8h às 22h, inclusive finais de semana e feriados. É só digitar 100 no seu telefone. A chamada é gratuita. Via e-mail: disquedenuncia@sedh.gov.br .
Outros endereços: http://pfdc.pgr.mpf.gov.br / www.naobataeduque.org.br /  http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com / http://www.promundo.org.br


Simone Pedersen é escritora associada da regional paulista da AEILIJ

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II

Trovadores.com
 (Nosso grupo foi batizado de Trovadores.com pela escritora Angela Leite)


A palavra do mês é  florada ou floradas


Dois novos trovadores juntaram-se ao grupo: 
Antonio Nunes e Maria Luiza Campos


Engenheiro por formação, professor universitário por vocação e escritor (e leitor desde sempre) por paixão, Coordenador Literário das Fliporto Criança e Nova Geração, braços da Fliporto dedicados aos públicos infantil e juvenil, respectivamente, que a todos manda um cordial abraço da terra do frevo, do maracatu e da literatura da melhor qualidade. Coordenador Regional da AEILIJ em Pernambuco




A  primavera chegou
Trazendo bela florada
Que ele em mãos tomou
Para encantar a amada! 


(Antonio Nunes - Tonton)



A autora, que assina seus livros  como Mariluiza Campos, sempre gostou de escrever, tendo  publicado 21 livros para crianças, poemas e trovas. Participou de numerosas coletâneas de contos e poemas, publicados no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Brasília. Tradutora, tem 4 livros  publicados, um em prosa e três em verso. Atualmente é contista do clube Pinheiros, sob a orientação de Carmen Rocha . Mariluiza é  associada da regional paulista da AEILIJ.




Floradas são para mim,
Motivo de muito encanto.
Elas me deixam assim:
Esquecida do meu pranto.

Maria Luiza Campos





Fui com meu amor à serra  
Na ocasião da florada.
Retornando à minha terra,
Trouxe a alma renovada.

Marco Haurélio

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A florada do jasmim
relembra momento doce:
– Você bem junto de mim,
como se meu sempre fosse...

Nilza Azzi
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Já li Floradas na Serra,
vi o filme e a novela.
Nada igual à minha terra:
as flores são passarela!


Angela Leite








Essas doces florescências
Em alegres revoadas.
São, na verdade essências.
Raridades de floradas. 


Marciano Vasques


Floradas do meu pomar,
Maravilhas verdadeiras.
Gostoso é apreciar
As flores da laranjeira. 


Regina Sormani
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III
Destaque de outubro: escritora Alina Perlman


Minha querida e talentosa amiga, a escritora Alina  é associada da regional paulista da AEILIJ e reside em São Paulo. Ela enviou o resumo das duas primeiras páginas do seu livro:
FOI CULPA DO SAPO. OU NÃO? Ilustrado  por Thais Linhares e publicado pela Zit Editora. Parabéns, Alina e muito, muito sucesso!!


Tudo começou assim: um sapo, que morava na lagoa,  um dia resolveu reformar sua casa e dar uma festa de inauguração   toda a bicharada. Depois da festa nunca mais a vida dos bichos foi a mesma, todos queriam ter uma casa tão linda quanto a do sapo. Mas será que o consumismo vai destruir a vida da turma da lagoa? Até os humanos irão sentir as mudanças e querer transformar seus espaços. Este livro aborda a questão do consumismo desenfreado. Mas será que tudo foi culpa do sapo? Ou não?

LIVROS PUBLICADOS

1)  “Papudo”, publicado em março de 1982 pela Editora Klaxon, ilustrado por Marcelo Cipis
   História publicada na “Folhinha de S. Paulo”
   Histórias apresentadas no programa “Disque 200” da Telesp
   Participação no Projeto “Leitura no Parque"
2)“O Mistério das Figurinhas Desaparecidas,” publicado em agosto de 1984  pela Editora Cedibra, ilustrado por Alcy
3)  “Invasão de Pensamento”, publicado em 1985 pela Editora do Brasil, ilustrado por Alice Góes
4) “João, Maria e a casa de chocolates”, publicado em junho 1986 pela Editora do Brasil, ilustrado por Lila Figueiredo
   Participação no Projeto Escritor 86, 87 e 88
   Participação em júris de concursos de literatura infantil
5)  “E o redemoinho levou...”, publicado em agosto de 1988 pela Editora do Brasil, ilustrado por Maria Tereza Lemos Fontão
6)  “Josés, Marias e Manias”, publicado em agosto de 1988 pela Editora Scipione, ilustrado por Cláudia Scatamacchia
 7)  “Procura-se”, publicado em janeiro de 1989 pela Editora Scipione, ilustrado por Helena Alexandrino
 8)  “A revolta dos zíperes” e “Um plano quase perfeito”, publicado em janeiro de 1989 pela Editora Vozes, ilustrado por Liana D´Urso
 9)  “Ao pé da letra”, publicado em agosto de 1990 pela Editora Scipione, ilustrado por Leninha Lacerda. Este livro foi considerado “altamente recomendável” pela FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil)
   História publicada na revista “Urtigão” da Editora Abril  Jovem em 1991
10)  “Godofredo, o guarda-chuva”, publicado em outubro de 1992 pela Editora Formato, ilustrado por Nelson Cruz
11)  “Tagarela”, publicado em março de 1993 pela Editora Formato, ilustrado por Ana Raquel
12)  “Uma conquista muito especial”, publicado em maio de 1995 pela Editora Scipione, ilustrado por Cecília Iwashita
13)  “O jeitão da turma”, publicado em agosto de 1995  pela Editora Santuário, ilustrado por Roger Mello – esgotado
14)  “As bolinhas pretas do vestido de Margô”, publicado em dezembro de 1995 pela Editora Santuário, ilustrado por Claudia Ramos
15)  “Que idéia, professora!”, publicado em outubro de 1998 pela Editora Lê/Compor, ilustrado por Edna de Castro
16) “Bolha de sabão”, publicado em outubro de 1998 pela Editora Lê/Compor, ilustrado por Letícia Gelli
17)  “Aconteceu em Talvez”, publicado em dezembro de 1998 pela DCL, ilustrado por Dawidson França
18)  “Spanimal”, publicado em dezembro de 1998 pela DCL, ilustrado por Marco Vogt
19)  “No Reino do velho Rei”, publicado em março de 2000 pela Editora Esfera, ilustrado por Paulo Manzi
  Criação do projeto “Empinando idéias” que tem como objetivo levar às crianças carentes o prazer de ler e escrever
20)  “Olhando para dentro”, publicado em setembro de 2001 pela Editora Saraiva, ilustrado por Daisy Startari. Este livro foi indicado para o Programa Nacional do Livro Didático – PNLD - SP – 2003
   História contada no programa “A casa do Avô”  na Rádio Televisão Portuguesa – “Tagarela”
21)  “Sinto cheiro de pão quente”, publicado em abril de 2002 pela Editora DCL, ilustrado por Ana Raquel – consta do catálogo da Feira de Bologna de 2003
22)   “Criança Feliz – Contos e Cantos”, conto “Bichinho de estimação”, publicado em dezembro de 2002 pela Editora Criança Feliz, coordenado pela Profa. Nelly Novaes Coelho
23)  “O jeitão da turma”, reeditado pela Editora Saraiva em junho de 2003, ilustrado por Alcy – PNLD
24)  “Diário de Portugal”, publicado pela Editora DCL em novembro de 2003, ilustrado por Maurício Veneza
     Participação no Projeto Felicidade (que trabalha com crianças com câncer) com histórias infantis mensais publicadas num boletim
25)  “Falando em tia Vanda”, publicado pela Editora Saraiva em outubro de 2004, ilustrado por Eliza Freire
26)  “Antologia de Contos Brasileiros – quem conta um conto...”, conto “A foto”  publicado pela Editora Harbra em maio de 2005, ilustrado por Kanton – coordenação da Profa. Nelly Novaes Coelho
27)  “Por que... não tenho tudo que quero”, publicado pela Editora DCL em março de 2005, ilustrado por Freddy Galán
28)  “Diferentes somos todos”, publicado pela Edições SM em maio de 2005, ilustrado por Cecília Esteves – PNLDSP
29)   “A voz da floresta”, ilustrado por Biry Sarkis, publicado pela Editora DCL em março de 2006
30) “Quando crescer, quero ser...”, da coleção Patati-patatá, ilustrado por Denise Nascimento, publicado pela Companhia Editora Nacional em junho de 2007
31)  “Rainha Margarete”, da coleção Patati-patatá, ilustrado por Ellen Pestili, publicado pela Companhia Editora Nacional em junho de 2007
32) “O barquinho”, da coleção patati-patatá, ilustrado por Rogério Coelho, publicado pela Companhia Editora Nacional em junho de 2007
33)  “Uma é fada, a outra é bruxa”, da coleção patati-patatá, ilustrado por Rosinha Campos, publicado pela Companhia Editora Nacional em junho de 2007
   Conto publicado na Folhinha de São Paulo em 14 de julho de 2007 – “Nicanor e Petúnia”
34) “A história do Pedro Polvo”, da coleção patati-patatá, ilustrado por Elma, publicado pela Companhia Editora Nacional em outubro de 2007
35) “Uma portinhola debaixo da cama”, da coleção Passe livre, ilustrado por Lie Kobayashi, publicado pela Companhia Editora Nacional em outubro de 2007
36) “ Informágica”, da coleção Passe livre, ilustrado por Patrícia Lima, publicado pela Companhia Editora Nacional em novembro de 2007
38) “ Mundo cão”, da coleção Passe livre, ilustrado por Mariângela Haddad, publicado pela Companhia Editora Nacional em novembro de 2007
39) “ Onde foi parar meu guarda-chuva?”, da coleção Passe livre, ilustrado por Fabiana Salomão, publicado pela Companhia Editora Nacional em janeiro de 2008
40) “ Foi culpa do Sapo. Ou não?”, ilustrado por Thais Linhares, publicado pela Editora Zit em agosto de 2010
41) “Trem de histórias”, antologia, conto “Resgate”, ilustrado por Marcelo Queiroz, publicado pela Editora Caki Books em 2011

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IV

História



O SAPO QUE ACUMULAVA TESOUROS


Rospo encontra a amiga Sapabela.




— Rospo, você não tem nada na vida. Fica o tempo todo à beira da lagoa. Precisa ter um patrimônio.


— Eu tenho...

— Ora, Rospo. O que você tem?

—Tenho amigos...

—Amigos?

—Sim, além da natureza...

—Natureza?

—Sim, fico aqui à beira da lagoa e sou feliz. Gosto de olhar para as borboletas, as flores, a mata, o azul do céu...

—Mas isso não é dinheiro, Rospo! Você precisa de moedas. Com moedas você compra tudo...Tudo é mercado, a vida funciona assim...

— Compro o azul? Compro o verde? Compro a paz? Compro a poesia?

—Você pode comprar uma revista de poesia.

—MAS NÃO POSSO COMPRAR A POESIA!

—Você pode comprar um avião e voar, pode comprar uma floresta...

—Mas não posso comprar os tesouros que acumulo dentro de mim.

— Dentro de você?

—Sim, dentro da minha consciência. O único lugar onde o mercado não funciona...


AUTOR: Marciano Vasques

ARTE: Daniela Vasques






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V

COISAS DE SAMPA - Rino Parade

Vocês se lembram da Cow Parade? Há algum tempo atrás, Sampa foi invadida por vaquinhas coloridas. Semanas atrás, flagramos estes inofensivos rinocerontes enfeitando as  esquinas do bairro de Pinheiros. O que acham os leitores?



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VI


Memórias do magistério
Por Nilza Sormani

      Há  quanto  tempo... lembranças de uma normalista recém - formada, o ano era 1958, quando minha irmã mais velha, Thelma, aconselhou-me a começar a  substituir professoras no Grupo Escolar Coronel Leite, em Agudos. Eu deveria, todos os dias, assinar o ponto e aguardar. Se faltasse alguma professora, o diretor chamaria uma  substituta, por escala, para dar aulas, no lugar da professora  ausente. Para nós, substitutas, era algo digno de coragem e muito empenho em seguir a carreira, porque as mestras eram adoradas  e a sua ausência, sempre muito sentida pelos alunos. A nós, cabia, por um dia, tentar ensinar, agradar e mostrar eficiência até o final do período,  ao soar do  sino, badalado pelas mãos de um servente. Com o passar do tempo as boas substitutas iam sendo aceitas, tanto pelos alunos, como pelas professoras efetivas. E, quando precisavam tirar licenças-saúde, recomendavam nosso nome, porque confiavam no nosso trabalho. Com muito carinho me lembro das professoras, com as quais aprendi muito. Elas me ensinaram a amar dar aulas para as primeiras séries escolares: Eulina de Abreu, Anita Guarido, Lina de Quadros, Lucy Sormani, Maria Leticia Cogo, Olga Hoffmam, Georgina Araújo e Diomira Paschoal. Logo comecei a acumular pontos e aceitar substituir em sítios e fazendas próximos, cujo acesso, necessitava de jardineira (ônibus), cavalo e charrete. Isso não era do gosto dos meus pais, que se preocupavam com a mocinha de 19 anos, saindo de casa para lecionar, mesmo assim, sempre me apoiaram.  Numa dessas fazendas, comecei a ficar a semana toda, só retornando à cidade, aos sábados à tardinha, pois dava aulas de manhã também.

   À noite, surgiram alunos adultos que queriam ser alfabetizados. Então, pedi autorização para o diretor senhor Fausto De Marco para formar uma classe. Detalhe importante: não havia luz elétrica e então, meu pai, Hércules Sormani, deu-me 20 lampiões a querosene e eu montei o meu curso noturno que durou 2 anos, na Escola Municipal do Bairro do Polidoro. Foi uma linda experiência onde alunos, alguns com 70 anos, frequentaram as aulas e aprenderam a ler, escrever seus nomes e fazer contas simples, o que me deu grande satisfação.
As noites eram preenchidas pelas aulas e pelos terços, que de vez em quando, aconteciam pelos sítios próximos e, então, nos arriscávamos a ir caminhando pelos trilhos iluminados pela lua e pelos lampiões. Que saudade!
    Com o tempo, mudei algumas vezes de escola, mas, as que mais marcaram foram as seguintes: Fazenda São Benedito, bairro Campo Alegre, bairro do Polidoro e em Bauru, a renomada escola Guedes de Azevedo. Também em Bauru, arrisquei prestar concurso para uma escola de educação infantil, passei , começando a lecionar no bairro da Bela Vista para crianças de três a seis anos. Outro concurso apareceu e fui aprovada como professora do ensino preparatório ao ginásio onde ensinei português e matemática. Ali permaneci até esse curso ser abolido. Até hoje me encontro com senhores que me cumprimentam, lembrando do preparatório. Consegui minha "cadeira efetiva” como professora na Escola Estadual do Retiro dos Patos, em Macatuba, cujos donos, senhor Mario Nunes e Luiza Bozzo, trago no coração com ternura. Lá, lecionei na mesma sala, para alunos que cursavam da 1ª à 3ª séries.  A 4ª tinha que ser cursada no grupo escolar mais próximo. Desta escola, me removi para Guaianás, onde lecionei até substituir o diretor, Sr. Antonio Simões. Lembro-me muito das festas juninas, organizadas com primor, com danças típicas e teatro. De Guaianás voltei para Bauru, onde lecionei na  Escola Airton Bush,  sob orientação da diretora Elza Zanoni, adquirindo muita experiência e observando exemplos de dedicação e dinamismo.
    Alegria, tristezas, desilusão, ansiedade, são alguns sentimentos pelos quais passamos.
Como professora, trago, no entanto, belas recordações de como era querida, respeitada. As crianças nos amavam. Sempre acreditei que se educa com amor e pelo amor, e assim me dedicava aos meus alunos.
   Nunca deixarei de prezar e enaltecer as professoras, mestras que tive na Escola Normal Livre de Agudos. Cito, com orgulho, a Dr.ª Maria da Gloria De Rosa, que utilizava livros de sua autoria, excelente profissional de grande capacidade intelectual. Ela nos mostrou o caminho para ser um verdadeiro professor. Quero também, lembrar com orgulho dos meus pais, exemplo de dignidade e retidão, indicando-nos o caminho do trabalho; de meus irmãos que também se dedicaram à nobre arte de ensinar: Thelma, Alceu, Célio, Maria Alba e Regina, dignos  mestres, compromissados com a educação. 
Se me perguntarem:  - valeu a pena? - responderei que sim, mas, pela força do ideal e da vocação.

Nilza Sormani é minha irmã querida. Sua filha, Marisa Sormani,  também é professora,  doutora em Linguística. Elas moram na pequena e acolhedora Piratininga, no interior do estado.

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VII 

Vitrine Virtual- Retrô

Página do famoso Almanaque "Eu Sei Tudo" nº12 , Maio de 1934, com propaganda da Companhia Editora Nacional, que pertenceu a Monteiro Lobato. 


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Vale a pena assistir!

O teatro do Sesi, na Avenida Paulista está  apresentando a comédia O Casamento suspeitoso, de Ariano Suassuna, às 20:30 hs (ao lado do Metrô Trianon).


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VIII

Pecezinho 
O pequeno corrupto
arte: Gilberto Marchi
argumentos: Regina Sormani

Queridos leitores, uma dúvida paira no ar:  - Será que nossa cidade ficou mesmo mais bonita com a retirada dos out-doors?  Há controvérsias...
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IX


Arte
Curupira


Este quadro foi pintado pelo artista paulistano Gilberto Marchi em 2009. O trabalho, realizado com acrílico  sobre tela nas medidas 100cm x 70cm, faz parte da coleção do Sr. Luiz Carlos Moraes.




















quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Setembro, início da Primavera!- nº 5


Salve Primavera!


I
FLORADAS DE SETEMBRO


Meus caros amigos!

A natureza se renova na Primavera. Nos pomares surgem as floradas que antecedem os frutos e nos jardins, o perfume das flores se acentua no ar. A visão de uma jabuticabeira ou mangueira em flor é encantadora, um colírio para os olhos cansados da poluição urbana.
Seja muito bem-vinda Primavera!

Muitos beijos,
Regina Sormani





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II
DESTAQUE DO MÊS


Maria Aparecida Calandra, escritora, é formada em História pela Universidade de São Paulo e em Direito pela Universidade Mackenzie, completou o Curso de Mestrado em Ciência Agrária na Universidade de Wisconsin (1975) e fez especialização na Universidade Bohn na Alemanha Sua primeira obra foi a Tese de Mestrado intitulada: “The Amazon Region and the Process of Colonization” em 1975. A pedido de seu progenitor, o jornalista Francisco Affonso de Mello, lançou a obra intitulada “Uma Luz em meu Caminho”, em 1990. Em 1991 “Leonor, a menina que amava a natureza.  Publicou ainda, várias obras tais como: a coleção “A Voz da Floresta”, com os seguintes títulos: “O Vôo da Liberdade”, “A Deusa da Águas”, “Os Predadores” e “As Bodas”, em 1996. Recebeu o prêmio Super Cap de Ouro. Em 1999 lançou “Sementes do Amanhã” livro de trovas que recebeu o prêmio do melhor livro de trovas nos E.U.A. “Nando, o Dente que queria sorrir”, “Pepa, a gata que queria ser gente” e “Aangaba Mona (A Lenda de Mona)” obra adotada pelo Museu Anchieta, por ocasião da comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil, foram lançadas em 2000. Direcionada à História das Artes Plásticas lançou em 2002 a coleção: “Alegria: Uma viagem pelo Mundo Encantado das Artes Plásticas”, com quatro títulos até a presente data .Na Esquina da Vida é sem dúvida o seu “best seller”, lançado em 2004. Tem obras e trabalhos, publicados em diversas partes do mundo: Chile, Argentina, Uruguai, Itália, E.U.A. e Bósnia. Seus poemas: “Bóia Fria”, “Sem Terra” e os contos “Marília”, e “O Natal de Nando" foram publicados em antologias, jornais e revistas dos E.U.A,  Bósnia, Itália, Portugal e França. Pertence a várias academias, das quais enunciamos algumas: Academia de Felgueiras (Portugal); Academia Irajaense de Letras e Artes (RJ); Academia Divinopolitana de Letras e Artes (MG); Academia Itaocarense de Letras e Artes (RJ); Academia Piracicabana de Letras e Artes (SP); Academia Piauiense de Letras e Artes (PI); Academia Paranapuã de Letras, Artes e Ciências (RJ); Academia de Letras e Artes Mennotti del Picchia (SP); Academia Castro Alves de Letras, Artes e Ciências (BA), entre outras. Pertence, ainda, ao Clube dos Escritores Capixabas desde 1992 (ES) e a International Writers and Artists Association (EUA). Calandra foi considerada a Personalidade do Ano, pela Academia Itapirense de Letras, Artes e Ciências, em 2004.
Possui várias comendas, medalhas e diplomas.
Em 1993, foi eleita a Intelectual do Ano, pelo Poder Legislativo de Mogi das Cruzes. Em 14 de agosto de 1995 recebeu a Cruz do Mérito Cultural, outorgada pelo Palácio Maçônico, na Capital Federal. Ainda em agosto foi agraciada com a medalha E.D’Almeida Vitor, pela Revista Brasília. Em dezembro foi eleita a Personalidade do Ano, pela IWA. Em 1996, recebeu o “Colar do Mérito Cultural” (Revista Brasília) e a “Comenda de Esteio” (RS). Em 1999, recebeu a láurea de: “A Trovadora do Século XX” dos Jornais Associados do Rio de Janeiro, sendo que a Assembléia Estadual do Rio de Janeiro conferiu-lhe o título de “Honra ao Mérito”. A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), concedeu-lhe o título de “A Escritora do Ano 2000”. Foi homenageada em 2001 pela Academia Brasileira de Literatura Infantil e Juvenil (SP), tendo recebido a medalha “Monteiro Lobato”; e em 2003, recebeu do Clube dos Escritores de Piracicaba o diploma de “Magnum Meritum Cívico e Cultural”.
Em 1982, ingressou na Sociedade de Cultura Latina do Brasil. Foi eleita presidente em 1984, permanecendo no cargo até o ano de 2003, quando assumiu a presidência do Congresso da Sociedade de Cultura Latina, seção Brasil. Em 31 de maio de 2003, lançou a Revista Novo Liberal, continuando o profícuo trabalho de seu avô materno, o jornalista Francisco Affonso de Mello que liderou o jornalismo mogiano de 1913 (O BEM-TEVI) até 1956 com o jornal (O LIBERAL), daí o título da revista. Ainda, em 2003, o Novo Liberal foi tido como “A Melhor Revista Cultural de 2003”, pela IWA
e University of Wisconsin.

 A escritora, associada da regional paulista da AEILIJ, gentilmente, nos enviou um conto, (juvenil/adulto) um poema que fala sobre a Primavera e uma trova com a palavra AREIA.
Parabéns, querida Calandra e muito obrigada por participar do nosso Almanaque.



Verdadeiro Amor

Ela ardia de paixão. Os seus lábios ansiavam por um beijo inebriante e sem fim.
Queria tropeçar em seu amor dos tempos de juventude.
De manhã, mal se contivera ao reencontrar o antigo amor de adolescente. Ao vê-lo,
no Largo da Matriz, se assustou. Ele estava acabado, com a beleza desfeita.
Mas, depois, a cada hora que rolava, a ansiedade e a saudade cresciam. Era o desejo
reprimido há anos.
De repente, a tez branca, os olhos puxados para baixo, e os lábios bem delineados,
voltaram à sua mente.
Como poderia ficar parada sem saber onde reencontrá-lo?
Até quando conteria a vontade de revê-lo, sem vergonha ou exitação?
Saiu sem destino, deixando-se abanar pela brisa suave da primavera. Buscou a praia
e encostou-se na maciez da areia quente. Permitiu que o manto estrelado a cobrisse, para não sentir frio. Ao longe... ouviu passos sussurrando.
O desejo era realizado. Ali estava o rapaz do Largo da Matriz. Esqueceu o tempo que passara, o belo que já não era. Deixou-se abraçar e sentir o amor frustrado, de outrora.
- Hoje de manhã pensei que havia me esquecido. – Disse ele.
- Como poderia esquecer a nossa paixão, ou nosso banco, lá do Largo da Matriz?
Ou deixaria de lembrar-me dos nossos encontros, às dezenove horas e as tardes de domingo? Quando íamos ao cinema esconder nosso amor proibido, por nossos pais? Meu amor, eu nunca o esqueci. Você foi o inesquecível amor inocente de juventude. A primeira paixão, o primeiro beijo de amor – ela respondeu.
E as estrelas cobriram seus corpos enfurecidos pela saudade, a paixão de outrora retornou com força e esplendor. Abandonaram-se e esqueceram os anos que passaram...
Amaram-se, como haviam desejado, todos os dias do passado. A sociedade já não lhes ditava regras e nem cobrava tabus.
Agora o pássaro da liberdade havia partido, arrebatando-os num voo sem limites. A areia molhada sentiu o arfar de seus corpos e foi cúmplice do desejo realizado.
A lua refletiu-se nos olhos apaixonados que, por minutos, recordaram a paixão frustrada da juventude.
Pegaram a tesoura da realidade e cortaram a sociedade em mil pedacinhos.
Esqueceram-se das famílias que, lhes foram impostas.
A nevoa vestiu-os e a renda branca do mar apaziguou-lhes o cansaço. As estrelas, enfeitiçadas com tanto brilho, desceram, para testemunhar a mais bela jura de amor!
Em um beijo, perdoaram a sociedade castradora e voaram para bem longe... numa eterna fuga de amor. Todas as vezes que a teia da sociedade, os abordar, tentando condená-los a um amor mal vivido, a casamentos impostos, parem! Pisem na areia quente, olhem para o céu e verão duas estrelas adornadas por uma beleza  ímpar, de mãos dadas oferecendo-lhes um pouco de amor.

Maria Aparecida de Mello Calandra
  

  SEMENTES DO AMANHÃ

    Precisamos florescer.
    Viver cada instante,
    como se fosse
    o derradeiro.
    Brotar em lírios
    da Paz.
    Viver intensamente...
    como rubra rosa,
    que também
    nos fere
    com seus 
    espinhos.
    Jamais deixar 
    de amar!
    Por medo,
    da discriminação
    social.
    Sob o gélido
    inverno,
    desta vida,
    precisamos
    ser 
    PRIMAVERA..
    Nunca temer,
    porque
    já fomos,
    na brisa
    da vida, botão:
    Viço, calor e paixão!
    Agora...
    pétalas flutuam
    ao sabor   
    de intempéries:
    doenças e dor.
    Mas,
    em nossa
    curta existência,
    somos sempre
    bel PRIMAVERA!
    Sangrando,
    devemos extirpar
    espinhos do ódio,
    rancor,ou inveja,
    do imo
    de nossas almas.
    Quando guarás,
    cor-de-rosa,
    doiradas pelos
    lumes eternos
    adejarem
    nossos caminhos,
    a flor imaculada
    da Caridade
    brotará
    em Pastos Verdejantes.
    Sim, repousaremos
    na Eterna
    PRIMAVERA!
    Mas deixaremos
    em flores,
    SEMENTES DO AMANHÃ....     Maria Aparecida  de Mello Calandra.

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III
TROVAS E TROVADORES


Queridos leitores, a palavra da vez foi AREIA.
Estamos escolhendo um nome para o grupo de trovadores.
Enviem sugestões. 

Obrigada, um beijo.
Regina Sormani




Na areia quente fui tua,
senti paixão, tanto amor!
Rolei na prata da lua 
provei todo o teu sabor.                  
 Maria Aparecida de Mello Calandra




Tanta areia no deserto,
tantas estrelas no céu...
Quisera você mais perto;
quisera um amor fiel.                         Nilza Azzi    








O tempo refaz a teia,
Na qual desabrocham medos,
Que escorrem na areia,
Assim, por entre os dedos.            Marciano Vasques






O meu amor me deixou
Na noite de lua cheia.
E o mar veio e carregou
O meu castelo de areia.                    Marco Haurélio





Livros que ainda não li
e que talvez nunca leia -
deles, a conta perdi,
tantos quantos grãos de areia.                        Angela  Leite






    


O verso, escrito na areia
Carregado de emoção 
E  a noite, de lua cheia
Carrego no coração.                                    Regina Sormani




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IV

Ano Internacional das Florestas- 2011


Visitei no MUSEU AFRO BRASIL, localizado no Pavilhão Manoel da Nóbrega do Parque do Ibirapuera, a exposição de Franz Krajcberg, comemorativa do Ano Internacional das Florestas- 2011-
A obra do fotógrafo, gravador e escultor, aos 90 anos, é impressionante. Eterno defensor da natureza, colhe o que sobra das queimadas e da destruição das matas brasileiras com suas árvores centenárias e com elas realiza suas esculturas. Ele registra, fotografa, faz denúncias. Construiu sua grande obra com as formas das águas, areias, texturas, digitais da natureza.

foto Krajcberg


Escultura

Escultura



Escultura

Foto

Escultura






Escultura




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V

VITRINE VIRTUAL




Neste domingo, dia 25, nós do blog e mais 14 artistas participaremos de um evento que se chamaContainer e gostaríamos muito de contar com a presença de todos! Este projeto visa a divulgação e venda de trabalhos de artistas das mais variadas áreas e a cada edição é realizado em um lugar diferente.

Para quem ainda não conhece nosso trabalho como estilistas, é uma ótima opção dar uma passadinha lá no Centro Cultural Rio Verde, na Vila Madalena. O espaço é lindo e de fácil acesso! Além disso, terá música ao vivo! Vale super a pena! Estaremos vendendo peças tanto das nossas coleções passadas, quanto da última.

Os demais artistas que também estarão participando: André S. Ramos, Caco Bressane, Camila Carvalho, Cardinisetas, Carla Caruso, Taíssa Castro, Flavia Madeira, Lucas Shirts, Pedro Napolitano, Tatiana de Francisco, Coletivo Carriola, Design Idéias, Modadá e Henrique Yasuda.

A entrada é gratuita! O evento começa às 13h e termina às 20h. Rua Belmiro Braga, 119 - Vila Madalena.



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AS BEM RESOLVIDAS (?)

Quem manda aqui sou eu!
Editora Vermelho Marinho/Singular
Formato: 16X23
200 páginas
ISBN: 978-85-64298-39-2

Chris, Alê e Isa são bonitas, ricas e populares, além de
amigas inseparáveis. Vivem a vida que todas gostariam de
ter: estudam na melhor escola da cidade, frequentam lugares
badalados e vestem as mais desejadas roupas. Tudo parece perfeito.
Isa conhece Rogério, o novato da escola, e logo se encanta
por ele. Alê só tem olhos para PH, seu namorado sem noção,
e Chris, coitada, é colocada no meio de toda essa confusão.
Para complicar tudo, Bu Campello, a patricinha mais
implicante do mundo, não medirá esforços para sabotar a vida social das "amigas".
De confusões com namorados a festas sofisticadas e bailes funks, acompanhe a rotina dessas
garotas incríveis que fazem de tudo para conseguir o que querem. Mas será que elas sempre
conseguem?
Se delicie com essa divertida história cheia de intrigas, dramas, vinganças, romances, inveja,
conquistas e claro, muita badalação.
E aí, preparada para entrar no mundo das bem resolvidas?
TRECHO:
“Chris falou, levantando a voz:
— Antes de definir o Rococó, eu queria explicar para a turma o que é uma mocreia.
Uma mocreia é uma entidade maligna que nasce nas profundezas do inferno. Ela habita salas de aula de colégios caros e adora perturbar os outros com uma burrice orgulhosa.
As risadas se multiplicavam aos poucos pela sala. O rosto de Bu estava contorcido de ódio e seus olhos eram duas brasas. Isa continuava imóvel, absorvida pelos próprios pensamentos, fossem lá qual fossem.
— Para reconhecer uma mocreia, basta reparar na aparência, na atitude e no caráter. Hoje em
dia é moda entre as mocreias destruir o cabelo com reflexos e transformar os seios em airbags.
Ah, e as mocreias não são famosas pela sua inteligência e nem pela elegância. São estúpidas grossas e vulgares. A turma toda agora gargalhava com vontade. Bu pôs-se de pé:
— Cala a boca! Se eu sou mocreia, você é uma velhota de dezessete anos.
Chris olhou-a com a cara mais sonsa do mundo.
— Ah, você estava aí? Eu nem tinha reparado.”
Luis Eduardo Matta nasceu no Rio de Janeiro , em 1974. É autor de vários livros, entre eles os
thrillers O véu, 120 horas e Ira Implacável, e os juvenis Morte no colégio, Roubo no Paço
Imperial, O rubi do Planalto Central e O dia seguinte. Participou de antologia de contos como
Território V, Dimensões.BR, Jogos criminais e Internautas: os chips reinventando o nosso dia a dia. Tem diversos artigos e ensaios publicados, a maioria no portal Digestivo Cultural.
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QUEM FOI ALEXANDRE DUMAS

Alexandre Dumas, pai, nasceu em Villers-Cotterêts, região de Aisne, nas proximidades de Paris,
França, a 24 de julho de 1802, e morreu em Puys, a 5 de dezembro de 1870. Seu nome de batismo era Dumas Davy de la Pailleterie. Era neto do marquês Antoine-Alexandre Davy de la Pailleterie e de uma escrava (ou liberta, não se sabe ao certo) negra, Marie Césette Dumas. Seu pai foi o General Dumas, grande figura militar de sua época. Sua bibliografia inclui os clássicos O Conde de Monte Cristo, Os irmãos corsos, Os três mosqueteiros, Vinte anos depois, O Visconde de Bragelonne, do qual faz parte O homem da máscara de ferro, e A rainha Margot. Era pai do também escritor Alexandre Dumas, filho, autor de A Dama das Camélias.

QUEM É MARCO HAURÉLIO

Marco Haurélio, poeta, editor e pesquisador do folclore brasileiro, nasceu num lugar chamado Ponta da Serra, município de Riacho de Santana, na Bahia. Autor de Contos folclóricos brasileiros (Paulus) e de vários folhetos de cordel, tem se firmado como um dos grandes expoentes desse gênero literário, com excelentes versões rimadas de clássicos da literatura. É o que se vê, por exemplo, em A megera domada (de Shakespeare), já publicada nesta coleção, e nesta versão de O Conde de Monte Cristo. Em sua vasta obra como poeta de cordel, destacam-se também: Presepadas de Chicó e astúcias de João Grilo, Os três conselhos sagrados, O herói da Montanha Negra (Luzeiro); Galopando o cavalo Pensamento e As três folhas da serpente (Tupynanquim).

Clique no link abaixo para conhecer algumas páginas do livro: http://www.youblisher.com/p/165677-O-conde-de-Monte-Cristo-em-cordel/

E AQUI para ir à loja da editora Nova Alexandria.

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Marco Haurélio
Fones: (11) 8347 4357
                  2769 6252 (casa)
                  2215 6252 (ed. Nova Alexandria)
Cordel Atemporal
Skype: marco-novaalexandria
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VI
POESIA


RAMALHETE




Lindo brinco de princesa

Quem lhe deu tanta beleza?
E você, rainha rosa,
Quem a fez assim formosa?
Violeta, flor bonita,
É de muitos favorita!
Altivo cravo, garboso,
Tem o cheiro mais cheiroso...
Diga, criança sabida,
Qual é sua flor preferida?

Regina Sormani




Ramalhete é uma das 13 poesias  que integram o livro Rebenta Pipoca, publicado pela Pioneira e cujos direitos voltaram para a autora. Ilustrações de Gilberto Marchi




Primavera




Toda campina florida,
primavera perfumada.
Minha estação preferida,
primavera encantada!


Glicínias em harmonia
enfeitando o grande portão.
Balançam com a magia
de Campos do Jordão.






Versos inéditos da escritora Fábia Terni, associada da regional paulista da AEILIJ.


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VII
QUADRINHOS






Pecezinho, o pequeno corrupto, é uma criação da dupla Gilberto Marchi (ilustração) e Regina Sormani (argumento)
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VIII
ARTE



Crisântemos amarelos


Óleo sobre tela de autoria de Gilberto Marchi (ano 2002).
medidas: 100cm x 70cm